Os livros, por mais força e solidez que suas palavras possuam, são ainda tesouros de papel, frágeis e expostos a diversos tipos de agentes deterioradores. Entre os agentes mais comuns estão: a umidade e o calor em excesso, os fungos, as traças, o tempo e o manuseio humano inadequado. Infelizmente, a ação humana é a mais devastadora de todas e é muito comum encontrar nas estantes da biblioteca livros com capítulos inteiros arrancados, páginas danificadas, textos sublinhados com caneta ou destacados com marca-texto entre muitos outros tipos de rasuras.
E são essas rasuras – provocadas algumas vezes inocentemente, outras não – que impedem a garantia de que todos tenham igual oportunidade de manusear as obras de uma biblioteca. Os esforços da Biblioteca de Ciências Sociais nesse sentido estão concretizados e duas ações contínuas: uma delas é a restauração, onde os livros já deteriorados recebem um tratamento que possibilite seu retorno ao acervo; e a outra, na tentativa de evitar que os livros precisem passar pelo restauro, é o Programa de Preservação do Acervo intitulado “Te liga, Ataliba!”.
Esse programa, criado em 2004, foca o usuário, personificado na figura de Ataliba, atormentado por seus dois anjos que representam a consciência do certo e do errado. As mensagens da campanha são para chamar a atenção da comunidade quanto ao cuidado que esta deve ter com os materiais da biblioteca.
Não desejamos uma geração que se torne insensível ao tato romântico com o papel, pelo contrário, vemos a necessidade de preservar esse contato com os livros frente às novas tecnologias. Mas para que essa cultura sobreviva, é preciso começar cuidar dos nossos tesouros.
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