História
Pregressa
Departamento
de Saúde Mental FM/UFPEL
A historia da FM/UFPEL
começou em 1953, quando foi sugerida a criação de uma escola
médica em nossa cidade, em uma reunião da então Sociedade
de Medicina de Pelotas. Entre o surgimento da idéia e a aula
inaugural, no dia 11 de maio de 1963, dez anos transcorreram,
durante os quais foram fundamentais o empenho e a dedicação
de nosso primeiro diretor, o professor Naum Keiserman, que
empresta o nome ao nosso diretório acadêmico, como também
a participação de políticos como o ex-governador Leonel Brizola.
Quando foi criada,
a Leiga, como é carinhosamente chamada até hoje, já que a
outra escola médica criada em nossa cidade é vinculada à Universidade
Católica de Pelotas, teve como primeiro professor das disciplinas
de Psicologia Médica e de Psiquiatria, o Dr Joaquim da Silva
Nunes, psiquiatra baiano que trabalhava em Pelotas. Antes
da faculdade chegar ao quarto ano de funcionamento entretanto,
quando iniciariam as aulas de Psicologia Médica, o Dr. Joaquim
mudou-se de Pelotas, sendo contratados os Professores Darcy
e Antonio Abuchaim. Egresso do Curso de Especialização em
Psiquiatria da FM/UFRGS, dirigido na época pelo professor
David Zimmermann, o professor Darcy contou com o apoio do
mesmo, para idealizar e criar o curso de Psicologia Médica
e de Psiquiatria da FM/UFPEL.
O curso tem cinco
disciplinas, quatro de Psicologia Médica e uma de Psiquiatria.
A Psicologia Médica I (PM I), funcionava durante todo o primeiro
ano do curso, a PM II durante o segundo ano, a PM III durante
um semestre no terceiro ano, a PM IV durante um semestre no
quarto ano e a disciplina de Psiquiatria durante um semestre,
no quinto ano do curso médico.
De acordo com o
modelo proposto, o estudante de medicina é preparado para
atender e se relacionar com pacientes, num treinamento prévio,
nos dois primeiros anos do curso, PMs I e II, em que faz observações
de pessoas em diversas fases do ciclo vital. Os alunos são
divididos em grupos de 6-8 e cada um deve fazer uma observação
semanal, de cerca de uma hora de duração, de pessoas vivendo
em algum dos principais períodos do ciclo vital. O aluno deve
elaborar um relatório semanal de sua observação, que é lido
e discutido em seu grupo. Como havia e ainda há, carência
de professores, os grupos são coordenados por alunos mais
adiantados, que funcionam como monitores e pré-monitores e
que são supervisionados semanalmente por um professor do departamento.
Na Psicologia Médica
III, os alunos têm um curso teórico de relação médico-paciente
e de psicologia psicanalítica e tem duas aulas praticas semanais
em que, divididos em três grupos, discutem os atendimentos
realizados e dificuldades encontradas, com os professores
da disciplina. Em 1996 foi criada uma nova monitoria, a de
Relação Médico-Paciente, funcionando junto á PM III, em que
os alunos que estão começando a atender pacientes, são divididos
em grupos de três ou quatro alunos, que tem uma reunião semanal
com um monitor e com um pré-monitor, em que fazem anamneses
e examinam pacientes, discutindo depois as dificuldades do
relacionamento médico-paciente com o monitor e o pré-monitor,
que são supervisionados semanalmente por professores da disciplina.
Na Psicologia Médica
IV, há um curso teórico sobre o desenvolvimento da personalidade
e duas aulas práticas semanais, em que divididos em dois grupos,
discutem com os professores da disciplina, os atendimentos
realizados e temas ligados à relação médico-paciente.
A disciplina de
Psiquiatria funcionava junto ao hospital Sanatório Espírita
de Pelotas, que atualmente se chama Hospital Espírita de Pelotas.
No fim da década de 60, foi criado um serviço de internato
em Psiquiatria, para alunos do quinto ano de medicina, que
tivessem feito um pré-internato no ano anterior. Em 1972 foi
criada a Residência Médica em Psiquiatria, que em 2005, deve
atingir a marca de 100 psiquiatras formados. Entre 1989 e
2002, o hospital psiquiátrico conveniado foi a Clínica Olivé
Leite. Depois deste período foi restabelecido o convênio com
o Hospital Espírita de Pelotas.
Quando a faculdade,
que foi criada como escola particular, foi federalizada em
1977, as disciplinas passaram a ser semestrais, reduzindo-se
o tempo da PM I e da PM II, para um semestre cada uma. O número
de vagas anual,foi fixado em 90, com dois ingressos de 45
alunos por semestre. Foi criado então o Departamento de Saúde
Mental da faculdade de medicina.
No começo dos anos
oitenta, a residência médica passou a atuar também fora do
hospital psiquiátrico, trabalhando em Postos de Atenção Primária
do município de Pelotas. Passamos também a atuar no ambulatório
central da FM/UFPEL, onde atualmente funcionam um ambulatório
de psiquiatria infantil, um ambulatório de adolescentes, um
ambulatório de prevenção de álcool e drogas, grupos de crônicos
e um Centro de Estudos de Psiquiatria Baseada em Evidencias.
A residência também presta consultoria a escolas da rede de
ensino público de Pelotas e ao Hospital-Escola da faculdade.
Temos dez vagas para a residência, admitindo cinco residentes
novos a cada ano.