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ANA AMÉLIA BRAUNER PERERA
Trabalho de Conclusão: Projeto Poupança Florestal no município de Pelotas:
marketing ou marketing social?
Orientador:
Alfredo Gugliano
ANA CAROLINA DODE LOPEZ 
Trabalho de Conclusão: A Reorganização territorial no município de Pedras Altas-RS: emergência de novas estratégias produtivas
Orientador: Profa. Dra. Giancarla Salamoni
ANDRÉIA ORSATO 
Trabalho de Conclusão: Gênero e Democracia: rupturas e permanências no Orçamento Participativo de Porto Alegre (2005)
Orientador: Prof. Dr. Alfredo Gugliano
CARLOS LEONARDO COELHO RECUERO
Trabalho de Conclusão: Festas religiosas na Ilha dos Marinheiros: os ilhéus entre o sagrado e o profano. Um estudo fotoetnográfico.
Orientador:
Fábio Cerqueira
CINTIA DE OLIVEIRA CARUSO 
Trabalho de Conclusão: A Agroindústria Familiar no Extremo Sul Gaúcho: limites e possibilidades de uma estratégia de reprodução social.
Orientador: Prof. Dr. Flávio Sacco dos Anjos
CLAUDIA CARDOSO GOULARTE 
Trabalho de Conclusão: Cotidiano, Identidade e Memória: Narrativas de camelôs em Pelotas (RS)
Orientador: Profa. Dra. Lorena Almeida Gill
EUGÊNIA ANTUNES DIAS 
Trabalho de Conclusão: Visões da natureza: uma análise sobre práticas jurídicas antropocêntricas do tribunal de justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Orientador: Profa. Dra. Maria Thereza Rosa Ribeiro
FABIOLA MATTOS PEREIRA 
Trabalho de Conclusão: Acessos, reciprocidades e inclusões: estudo sobre as relações entre redes de assistência e famílias de grupos populares em Pelotas/RS
Orientador: Profa. Dra. Flávia Rieth
IVETE BEATRIZ GUIMARÃES SEVERO
Trabalho de Conclusão: Cadeira vazia? Migração partidária na Câmara de Vereadores de Bagé (1983-2004)
Orientador: Álvaro Barreto
KAREN MELO DA SILVA
Trabalho de Conclusão: Patrimônio cultural, ruralidade e identidade territorial:
diversidade na Colônia de Pelotas - RS
Orientador: Fábio Cerqueira
LOSANE HARTWIG SCHWARTZ 
Trabalho de Conclusão: Organização espacial e a Reprodução Social da Agricultura familiar na Localidade de Harmonia I – São Lourenço do Sul- RS
Orientador: Profa. Dra. Giancarla Salamoni
MARCELO FREITAS GIL 
Trabalho de Conclusão: O Movimento Espírita Pelotense e suas raízes sócio-históricas e culturais.
Orientador: Profa. Dra. Lorena Almeida Gill
MONICA ANSELMI DUARTE DA SILVA 
Trabalho de Conclusão: Representaçãos, Discursos e Novas Institucionalidades: estudo de caso sobre a dinâmica do uso da água entre produtores de arroz irrigado no Extremo Sul Gaúcho.
Orientador: Prof. Dr. Flávio Sacco dos Anjos
RICARDO GONÇALVES SEVERO 
Trabalho de Conclusão: Catadores de Materiais recicláveis da cidade de Pelotas: situações de trabalho
Orientador: Profa. Dra. Beatriz Ana Loner
ROBSON BECKER LOECK
Trabalho de Conclusão: Comportamento eleitoral em Porto Alegre nas eleições de 2004: o voto nas regiões do Orçamento Participativo.
Orientador: Alfredo Gugliano
SILVIO FREDERICO DA SILVA CHAIGAR
Trabalho de Conclusão: A vida condominial e as sociabilidades: estudo de caso do PAR – Querência, Pelotas, RS
Orientador:
Nirce Medevedowski
VIVIAN SILVA 
Trabalho de Conclusão: As escritoras de grafite de Porto Alegre: um estudo sobre as possibilidades de formação de identidade através dessa arte.
Orientador: Profa. Dra. Beatriz Ana Loner
PERERA, Ana Amélia Brauner
Projeto Poupança Florestal no município de Pelotas:
marketing ou marketing social?
Resumo: A economia globalizada transformou as relações empresariais impactando diretamente nas culturas regionais e interferindo, também, nos modos de produção e nas relações pessoais. Esse processo vem sendo acompanhado e estimulado pelo marketing, que se apresenta de várias formas para permitir uma maior aceitabilidade da ação do mercado. Através de um estudo detalhado sobre o comportamento das pessoas o marketing utiliza estratégias de persuasão não mais apenas através da publicidade, mas cria mecanismos que são assimilados de forma natural e gradual. O marketing social é um exemplo destas oportunidades construídas pelo marketing. O Projeto Poupança Florestal foi construído neste ambiente, onde a construção ou consolidação de imagem empresarial se faz necessária. A análise das entrevistas com os representantes da sociedade desenvolvida neste trabalho mostra que eles tendem, em sua maioria, a perceber o projeto como uma ação isolada que auxilia na construção da imagem da Votorantim na zona sul do Estado do Rio Grande do Sul e não percebem resultados positivos no desenvolvimento socioeconômico da região onde o projeto se desenvolve.
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LOPEZ, Ana Carolina Dode.
Reorganização Territorial no Município de Pedras Altas – RS: A emergência de novas estratégias produtivas.
Resumo: A proposta do presente trabalho refere-se à análise das novas estratégias
produtivas presentes no território do município de Pedras Altas, RS, a fim de
compreender como está se desenvolvendo, neste espaço rural, o processo de
reorganização territorial. Desse modo, buscou-se, em primeiro lugar, investigar
quais são os atributos e as características que o território objeto da pesquisa
possui, para perceber os processos de transformação efetivamente ocorridos
ou que estejam em curso neste território, analisando-os sob a perspectiva da
multifuncionalidade do espaço rural. Assim, o presente estudo analisa as
inúmeras mudanças que estão sendo percebidas no campo e, principalmente,
a emergência de novas dinâmicas e a diversificação de atividades que hoje
fazem parte deste território. Ao lado das já tradicionais formas de produção e
funções da propriedade rural, surgem neste espaço novas formas e funções.
Portanto, procura-se compreender as mudanças ocorridas em um município
gaúcho, denominado Pedras Altas, a fim de confrontar a teoria que norteia os
conceitos de multifuncionalidade e as noções que cercam a realidade empírica
do agro brasileiro. Não há apenas uma resposta que indique os caminhos que
estão seguindo os produtores rurais, mas percebeu-se que a tendência é a
diversificação das atividades, a procura por novos mercados, a regionalização
da produção, a introdução de novas funções agrícolas e não-agrícolas no
espaço rural, enfim, estratégias produtivas que permitam a reprodução social
das famílias rurais.
Palavras-chave: Organização espacial. Território. Ruralidade.Multifuncionalidade. Pedras Altas.
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Introdução [+]
Capítulo 1 [+]
Capítulo 2 [+]
Capítulo 3 [+]
Capítulo 4 [+]
Conclusões | Referências | Apêndices [+]
ORSATO, Andréia.
Gênero e Democracia: rupturas e permanências no Orçamento Participativo de Porto Alegre (2005).
Resumo: O Orçamento Participativo é um dos temas mais destacados pelas análises sobre a inovação democrática e a inclusão dos cidadãos na gestão pública. As primeiras
análises visavam descrever as estruturas, o funcionamento e o envolvimento dos
cidadãos nas instâncias participativas, demonstrando que este é um modelo de
organização do Estado que tem como um de seus principais méritos o avanço
qualitativo em relação ao modelo tradicional de democracia restrito à participação
eleitoral, tendo em vista que busca o envolvimento dos cidadãos com a coisa
pública. Mais recentemente, o enfoque em relação às experiências de democracia
participativa refere-se aos seus resultados, problematizando os mecanismos pelos
quais se efetiva a participação, as interações decorrentes com as estruturas do
Estado e as implicações desta relação em termos de políticas públicas. Nesta
direção, uma das questões que vêm sendo levantadas pela bibliografia a respeito de propostas de Orçamento Participativo é que a mesma possibilitaria a democratização das relações de gênero, contribuindo para transformar a histórica exclusão das mulheres dos processos decisórios. A partir desta problemática, desde o modelo de Orçamento Participativo que se desenvolve na cidade de Porto Alegre, este estudo pôde verificar que a combinação de participação e representação tem efeitos distintos no que se refere às relações de gênero. Por um lado, a participação permite maior inclusão das mulheres na esfera pública, por outro, a representação mantêm a tradicional divisão sexual dos poderes e das esferas de atuação que homens e mulheres ocupam nos modelos tradicionais de democracia.
Palavras-chave: Relações de Gênero. Esfera Pública. Democracia Participativa.
Orçamento Participativo.
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RECUERO, Carlos Leonardo Coelho
Festas religiosas na Ilha dos Marinheiros: os ilhéus entre o sagrado e o profano. Um estudo fotoetnográfico.
Resumo: O presente trabalho apresenta um estudo sobre as Festas Religiosas da Ilha dos Marinheiros com uma visão Fotoetnográfica. Mostra a
devoção ao Cruzeiro. Busca, através do uso da fotografia narrar em conjunto com o texto escrito a etnografia do ilhéu Marinhense. Procura,
através da observação participante e da inserção do pesquisador na comunidade, verificar como as festas religiosas , o espaço insular, a
tradição, a memória e a questão étnica, modelam o fato social e estruturam uma sociedade limitada geograficamente. Apresentam uma
sociedade de lavradores – pescadores, afetos ao ciclo dos ventos e dos mares e a importância que a festas religiosas têm para este grupo.
Com o uso da fotoetnografia, método de trabalho utilizado, mostra a fluência do texto antropológico e etnográfico, evitando a imaginação do
acontecimento estudado e mostrando-o com fotografias. Assim, a cultura ilhéu e a sua organização social são apresentadas e estudadas
juntas pela visualidade da informação.
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Introdução [+]
Justificativa [+]
Capítulo 1 [+]
Capítulo 2 [+]
Capítulo 3 [+]
Capítulo 4a [+]
Capítulo 4b [+]
Capítulo 4c [+]
Capítulo 4d [+]
Capítulo 4e [+]
Capítulo 4f [+]
Capítulo 4g [+]
Capítulo 5a [+]
Capítulo 5b [+]
Capítulo 5c [+]
Capítulo 5d [+]
Capítulo 5e [+]
Capítulo 5f [+]
Capítulo 5g [+]
Capítulo 5h [+]
Considerações Finais e Referências [+]
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CARUSO, Cíntia de Oliveira.
A agroindústria familiar no Extremo Sul gaúcho: limites e possibilidades de uma estratégia de reprodução social.
Resumo: A dissertação aborda o tema das agroindústrias artesanais existentes em municípios da microrregião de Pelotas, sendo vista como estratégia específica de reprodução social de famílias rurais que buscam incrementar e diversificar suas fontes de ingresso econômico. O reconhecimento quanto à importância dessas práticas do ponto de vista da geração de emprego e renda no meio rural tem inspirado a criação de alguns programas de fomento no plano estadual e federal. Contudo, muitos fatores interferem no funcionamento deste tipo de empreendimento, especialmente as determinações que emanam das legislações fiscal, sanitária, previdenciária e ambiental que, ao fim e ao cabo, foram concebidas para atender à lógica em que operam as grandes empresas do complexo agroindustrial. A superação desses limites e obstáculos há que ser buscada a partir da organização das agroindústrias familiares no sentido de fomentar o capital social no âmbito das comunidades rurais e dos municípios em que essas agroindústrias encontram-se operando. A pesquisa desenvolveuse a partir de entrevistas semi-estruturadas realizadas com proprietários de agroindústrias artesanais familiares existentes em cinco municípios da microrregião de Pelotas (Pelotas, São Lourenço do Sul, Cerrito, Canguçu e Herval), bem como com outros atores sociais, especialmente técnicos da extensão rural e agentes de desenvolvimento ligados a organizações não-governamentais envolvidos na implementação de projetos de agroindustrialização e assistência técnica às famílias. Os resultados de nossa pesquisa indicam que apesar dos esforços em estabelecer as agroindústrias, estas pequenas empresas familiares esbarram na inexistência de um marco jurídico e institucional específico, levando a um quadro de dificuldades e incertezas. Os agricultores arcam com todo o ônus das restrições impostas a seus produtos pelos órgãos de vigilância, levando muitos destes empreendedores rurais a desistirem do processo de adequação, muitas das vezes, além de sua capacidade de investimento. Diante desses fatores há razões evidentes para compreender as causas pelas quais muitos desses agricultores optam por permanecer na condição de clandestinidade.
Palavras-chave: agricultura familiar, agroindústria familiar, políticas públicas, programas de agroindustrialização.
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GOULARTE, Cláudia Cardoso
Cotidiano, Identidade e Memória: Narrativas de camelôs em Pelotas (RS)
Resumo: O objetivo desta dissertação é discutir o fenômeno da informalidade/formalidade entre a ocupação específica dos camelôs no chamado Camelódromo de Pelotas; assim uma etnografia desse espaço é proposta em correlação com os conceitos de identidade de grupo e memória coletiva. A partir de uma abordagem metodológica pautada nas histórias individuais dos trabalhadores é analisado o período que se estende entre os anos de 1997 a 2007. As questões em torno de como se constroem as identidades entre os trabalhadores e de como essa se revela em oposição e complementaridade com o fato de se sentirem e se nomearem pequenos empresários está expressa nos depoimentos e torna-se o ponto chave da pesquisa.
As histórias de vida destes trabalhadores são carregadas tanto de razões para o seu estar no mundo ocupando essa posição e não outra, quanto de não-razões para prever um futuro em
um meio de vida tão instável, onde os riscos oriundos do contrabando, pirataria e sonegações fiscais se materializam nas incontáveis histórias de perdas de mercadorias revendidas, acarretando prejuízos, endividamentos e, muitas vezes, a impossibilidade de trabalhar e, portanto, de ter para si uma ocupação, que apesar dos delitos e infrações do ponto de vista legal, é considerada pelos entrevistados como um trabalho digno. Durante quatro anos estabeleci contatos e freqüentei o Camelódromo de Pelotas com regularidade, o que possibilitou a obtenção de depoimentos sobre os principais temas que fazem parte de seus cotidianos no trabalho e que se relacionam de forma direta à construção de suas dentidades e de suas memórias.
Palavras-Chave: Trabalho. Identidade e Memória.
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Dias, Eugênia Antunes.
Visão de Natureza: uma análise sobre práticas jurídicas antropocêntricas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.
Resumo: Áreas de Preservação Permanente (APP’s), sobretudo na Zona Costeira Brasileira, têm sido constantemente ocupadas e degradadas pela atividade antrópica, baseada no hegemônico modelo de relação da sociedade com a Natureza, construído e consolidado num processo histórico-social de exteriorização da mesma e de sua subjugação aos interesses, especialmente econômicos, dos animais humanos, consubstanciando a visão antropocêntrica de Natureza. O campo jurídico e o próprio Direito Ambiental, este notadamente nomeado pela luta do movimento ambiental, majoritariamente refletem o antropocentrismo amortecendo e, por vezes, aniquilando outras formas de relação dos animais humanos com a Natureza, como a visão ecocêntrica defendida pelo movimento ecológico. Esta pesquisa qualitativa objetivou desvelar e compreender a visão de Natureza privilegiada na prática jurídica do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJ/RS). Tal objetivo foi perseguido através da análise de decisões e manifestações diversas dos agentes do Poder Judiciário, quando chamados a dirimir o conflito entre ocupações comerciais em APP’s, no Balneário Laranjal, Município de Pelotas (RS), e o Poder Executivo local. Este, a partir de 2001, no exercício de seu poder-dever de efetivar o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, iniciou processo de regularização administrativa da área. O estudo demonstrou que o TJ/RS reverberou a visão antropocêntrica de Natureza quando do pronunciamento pela tutela das APP’s, bem como nos casos em que julgou a revelia da legislação protetiva, posto que a força simbólica e a utilidade prática de tal visão estão dominantemente impregnadas nas sociedades contemporâneas e suas instituições, dificultando sua
superação. Embora, secundariamente, através da aplicação do Direito Ambiental a
Natureza não humana possa ser protegida sem fins utilitários, as motivações verificadas rejeitaram esta possibilidade que informa a visão de cunho ecocêntrico.
Palavras-Chave: Visão Antropocêntrica e Ecocêntrica de Natureza, Áreas de Preservação Permanente, Campo Jurídico, Direito Ambiental e Poder Judiciário
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PEREIRA, Fabíola Mattos
Acessos, reciprocidades e inclusões: estudo sobre as relações entre redes de assistência e famílias de grupos populares em Pelotas/RS
Resumo: Este estudo se volta para preocupações ligadas às dinâmicas de vida dos grupos populares, a partir das relações de reciprocidade estabelecidas entre as famílias e as redes de assistência social organizadas em duas vilas da cidade de Pelotas / RS. A preocupação que motivou a realização do estudo contribui no sentido de relativizar os pontos de vista etnocêntricos, que no passado julgavam os grupos populares como alienados e sem consciência de classe, e que hoje continuam a julgar, porém em outros termos, uma nova roupagem para uma antiga visão degenerada quando se trata de pensar as desigualdades na sociedade brasileira. Partindo-se da perspectiva etnográfica, serão apresentadas as lógicas inscritas nestas relações de reciprocidade, em que a tríplice obrigação de dar, receber e retribuir se apresenta como estratégia para se analisar as inclusões nos programas sociais da assistência. O método etnográfico foi adotado a fim de orientar as interpretações dos dados de campo, e contribuiu no sentido de mapear as ações das redes de assistência organizadas nos universos investigados, e apresentar o ponto de vista das famílias, profissionais e voluntários. Este estudo utilizou-se de dois conjuntos de dados: quantitativos, obtidos a partir de registros domiciliares de todos os beneficiários do programa Bolsa Família, e qualitativos que se realizou em duas vilas da cidade de Pelotas, o loteamento Dunas e a vila Pestano.
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SEVERO, Ivete
Cadeira vazia? Migração partidária na Câmara de Vereadores de Bagé (1983-2004)
Resumo: A dissertação trata da migração partidária na Câmara de Vereadores de Bagé (RS), no período de 1983 e 2004, o que compreende cinco legislaturas. Tem como objetivos principais: analisar os significados que a troca de legendas tem apresentado para o sistema partidário do município, bem como os impactos que a migração tem trazido para as disputas locais. Os objetivos específicos são os de identificar a incidência da troca de partidos ocorrida na Câmara de Vereadores de Bagé; bem como os vereadores e os partidos políticos envolvidos; dimensionar o impacto que a migração ocorrida, entre 1983 e 2004, tem apresentado para a formação ou extinção de bancadas e a variação no tamanho da representação partidária. A investigação centrou-se em duas legislaturas (1983/88 e 2001/04), pois elas marcam a primeira e a última a serem estudadas, bem como são aquelas com a maior incidência do fenômeno: nove e 13 trocas, respectivamente, em um total de 39 casos identificados. De um lado, tem-se como verificar as primeiras trocas promovidas pela classe política, ainda em meio a um sistema partidário em processo de transformação e ao longo do conturbado período de posse de um presidente civil, retomada de eleições diretas para prefeito no município (1985), Assembléia Constituinte e, por fim, uma nova eleição municipal (1988). De outro, busca-se ver, passado tanto tempo e tendo o país atingido uma maior estabilidade institucional, o impacto que a chegada do PT ao poder municipal teve no sistema partidário local.
Palavras-chave: Migração partidária; sistema partidário; Bagé (RS)
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KAREN MELO DA SILVA
Patrimônio cultural, ruralidade e identidade territorial:
diversidade na Colônia de Pelotas - RS
Resumo: O presente trabalho aborda aspectos da ruralidade contemporânea na região da
Colônia de Pelotas – RS, na Serra dos Tapes, tendo como fio condutor as relações
entre patrimônio e territorialidade. Para tal apresenta três abordagens distintas,
gradativamente entrelaçadas entre si: ruralidade, patrimônio e estudo de caso. Nesta
trajetória apresenta diversas noções e construções, contemplando relações entre o
campo e a cidade no transcorrer do tempo; critérios para definição de rural e urbano; a
importância das abordagens sobre território e desenvolvimento para entender a
ruralidade na contemporaneidade; relações entre cultura, sociedade e patrimônio; a
construção da noção e a constituição do patrimônio. A última etapa, o estudo de caso, é
dividida em duas partes, a primeira percorre aspectos da fisiografia e história da área de
estudo e a segunda apresenta observações de campo, selecionadas a partir do
referencial apresentado até então. Os resultados confirmam tendências mencionadas
por outros estudos que apontam, em relação aos meios rurais, ser a valorização do
modo de vida, da ambiência e da paisagem das áreas rurais os principais pontos de
convergência, quer seja para os que ali estão, quer seja para os que com ele começam
a estabelecer algum tipo de relação. Deste modo percebe-se uma forte relação entre o
modo de vida, associado ao ambiente de colônia e à identidade cultural da região. Por
modo de vida, evocado na Carta de Tlaxcala (1982), entende-se o conjunto de
elementos percebidos como constitutivos da vida cotidiana, que permeia as relações do
homem com o ambiente e com o tempo, envolvendo práticas diárias relativas à
obtenção dos meios de subsistência (agricultura ou outras formas de trabalho), à
espiritualidade (religiosidade) e sociabilidade (lazer, divertimento, rituais, etc.).
Cotejando os diferentes instrumentos de pesquisa utilizados, parece que um dos
conceitos que perpassa este conjunto e ao mesmo tempo funciona como síntese de
percepção deste modo de vida é a noção de tranqüilidade. Além disso, o campo revelou
uma multiplicidade de novas facetas da heterogeneidade e diversidade existentes,
confirmando que a discussão sobre patrimônio, por estar imbricada ao terreno das
construções entre sociedade e cultura, pode ser também bastante reveladora para
auxiliar na compreensão do caráter multifacetado do território.
Palavras-chave: patrimônio rural; ruralidade e patrimônio; território rural.
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SCHWARTZ, Losane
Organização espacial e a Reprodução Social da Agricultura familiar na Localidade de Harmonia I – São Lourenço do Sul- RS
Resumo: Esta pesquisa consiste em um etudo de caso, realizado na localidade de Harmonia I, 4º distrito do município de São Lourenço do Sul, RS, a partir da análise dos subsistemas internos da agricultura: social, funcional e de produção. A localidae é formada, essencialmente, por decendentes de imigrantes pomeranos, estabelecidos em unidades de produção familiares. O objetivo principal da pesquisa é compreender a organização espacial da agricultura familiar, quais as estratégias produtivas adotadas pelos agricultores e como a mesma vem se reproduzindo socialmente, diante das mudanças ocorridas no seu sistema produtivo, nas últimas décadas, com a introdução da fumicultura. Os agricultores não estão separados dos meios de produção e são proprietários da terra, mas estão submetidos ao capital por meio de contratos de integração vertical com as indústrias fumageiras. E, embora a produção de fumo represente o principal produto comercial cultivado nas propriedades e a principal fonte de renda dos produtores, observa-se a manutenção da policultura voltada para o autoconsumo. Ainda, os resultados do estudo realizado indicam que a reprodução social dos agricultores familiares está relacionada à presença de uma racionalidade vinculada às tradições culturais dos pomeranos e aos valores herdados dos antepassados, o denominado “ethos camponês”, responsável por uma forte coesão social entre os membros do grupo doméstico e pelas formas de sociabilidade mantidas com a comunidade local. A organização interna das unidades produtivas encontra-se fundamentada pela presença do trabalho familiar, bom como, pelo processo de sucessão hereditária, uma vez que a propriedade da terra é fator fundamental na reprodução social dos agricultores e na sua permanência no campo.
Palavras-chave: Agricultura familiar. Pomeranos. Fumicultura. São Lourenço do Sul
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GIL, Marcelo Freitas
O Movimento Espírita Pelotense e suas raízes sócio-históricas e culturais
Resumo: Segundo os dados do censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, Pelotas é a segunda cidade do Rio Grande do Sul com o
maior número de pessoas que se declara espírita. Enquanto a média de espíritas do Estado é de 1,8% da população, nessa cidade esse número sobe para 5,86% dos entrevistados.
Este trabalho procura compreender o que fez de Pelotas uma cidade com tão
expressivo número de pessoas que se identificam como espíritas. Não se trata de
uma pesquisa quantitativa com vistas a comprovar se Pelotas de fato tem um
número maior de espíritas do que outras cidades do RS, mas sim de uma
investigação qualitativa através da qual se buscou entender o processo de formação do Movimento Espírita Pelotense e de uma identidade espírita na cidade de Pelotas. Nesse sentido, foi feita uma reconstituição histórica desde o surgimento da doutrina espírita na França, sua inserção na sociedade brasileira e sua penetração em Pelotas durante o último quartel do século XIX, buscando-se compreender como se constituiu um movimento espírita na cidade e como se formou a identidade social das pessoas que se identificam como espíritas.
Além de uma pesquisa com base em documentos e entrevistas através da
qual se procurou entender o processo histórico de estruturação e desenvolvimento
do Movimento Espírita Pelotense, foi realizado também um trabalho de campo no
qual se buscou determinar os elementos constitutivos de uma identidade espírita
nessa cidade e de um ethos e ela associado, na perspectiva de se explicar o que
determinou essa associação de uma parcela tão significativa da população
pelotense com o espiritismo.
Palavras-chave: Religião. Espiritismo. Identidade. Pelotas.
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SILVA, Mônica Anselmi Duarte da
Representações, discursos e novas institucionalidades: estudo de caso sobre a dinâmica do uso da água entre produtores de arroz do extremo sul do Brasil.
Resumo: A constituição de 1988 trouxe consigo alterações significativas na legislação brasileira, particularmente com relação ao direito de propriedade de imóveis rurais. Além disso,
mudanças substanciais foram introduzidas com relação ao uso dos recursos naturais, como é o caso da água, elevada à categoria de bem comum, de caráter finito e dotada de valor econômico. Com isso se impôs à propriedade privada importantes limitações que só agora começam a ser incorporadas ao imaginário dos atores sociais implicados em processos produtivos e de agentes que operam no âmbito dos sistemas de produção. Essas mudanças engendram a necessidade de novas institucionalidades e de adequações invariavelmente recebidas com resistência por parte de setores da burguesia agrária gaúcha. Esse é precisamente o caso dos produtores de arroz, considerados como um dos setores que impuseram uma nova dinâmica nas relações sócio-produtivas a partir do processo de modernização desencadeado desde a segunda metade do século XX e que culminou com uma expansão impressionante na área cultivada, produção e produtividade orizícola, bem como no consumo hídrico requerido para essa cultura. A dissertação analisa essas questões com base em estudo de caso realizado no município de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho. A pesquisa parte da premissa de que essa fração da burguesia gaúcha é detentora de uma visão de mundo quanto ao uso dos recursos hídricos, a qual se expressa não somente do ponto de vista de suas práticas e formas de gestão desses recursos, mas de um discurso forjado a partir do contexto social, político e histórico em que se inserem. A análise de discurso empreendida permitiu identificar elementos claros que manifestam não somente a resistência desses produtores em relação às novas institucionalidades, bem como ao conjunto de instrumentos através dos quais o Estado brasileiro pretende promover a gestão compartilhada dos recursos hídricos. A concepção apropriacionista, patrimonialista e imediatista dos produtores se impôs no estudo sobre as representações dos produtores de arroz dessa região gaúcha fortemente tributária do desempenho da produção de arroz e da pecuária extensiva.
Palavras-chave: água; propriedade; representação; discurso; burguesia agrária.
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SEVERO, Ricardo Gonçalves
Catadores de Materiais Recicláveis da Cidade de Pelotas:
Situações de Trabalho
RESUMO:
O presente estudo analisa as relações de trabalho dos catadores de materiais
recicláveis da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. A atividade da catação
de materiais é estudada dentro do cenário atual de desestruturação dos postos de
trabalho formais e em uma cidade que há muitos anos apresenta uma economia
estagnada, não dando oportunidades de emprego, em especial, para as camadas
dos trabalhadores não especializados, caso da maioria dos catadores. Assim, com o aumento da demanda de materiais recicláveis, o que não escapa à lógica de
desperdício produtivo, são estudadas as formas de subordinação e trabalho na
catação local, quais os vínculos com os atravessadores de materiais, as condições
de trabalho e a estrutura local da reciclagem.
Palavras-Chave: Catadores de Materiais Recicláveis. Trabalho Informal. Reciclagem.
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LOECK, Robson Becker
Comportamento eleitoral em Porto Alegre nas eleições de 2004: o voto nas regiões do Orçamento Participativo.
Resumo: O Orçamento Participativo, implantado em 1989 na cidade de Porto Alegre-RS, possibilitou uma maior participação dos cidadãos na gestão do governo municipal, por meio de uma mescla entre democracia direta e representativa. A partir de então, conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se um exemplo de experiência inovadora de participação popular na administração pública. Apesar de seu sucesso, essa participação para definir e controlar o orçamento público não foi legalizada no decorrer dos anos, estando a sua continuidade atrelada aos resultados eleitorais e à vontade política dos partidos políticos. Com o intuito de compreender o comportamento eleitoral em uma cidade que adotou formas participativas as quais ultrapassam aquelas prescritas ao funcionamento de democracias representativas, analisou-se a votação do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Popular Socialista (PPS), em cada uma das dezesseis regiões de funcionamento do Orçamento Participativo, no segundo turno da eleição para prefeito de 2004. Os dados apontam que o PT, partido responsável por criar e manter a prática política participativa ao longo de quatro governos municipais, obteve melhor desempenho eleitoral nas regiões menos favorecidas socioeconomicamente, justamente as mais beneficiadas pelo Orçamento Participativo, elemento central para a explicação do voto dos eleitores porto-alegrenses.
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CHAIGAR, Silvio Frederico da Silva
A vida condominial e as sociabilidades: estudo de caso do PAR – Querência, Pelotas, RS.
Resumo: Morar em condomínio tornou-se extremamente urbano e contemporâneo. Isto porque o condomínio consegue abarcar, ao mesmo tempo, os pressupostos da racionalidade e do culturalismo. Racionalidade, enquanto possibilidade do uso intensivo de técnicas projetuais, construtivas e de gestão determinadamente dirigidas a um padrão específico de habitat. Culturalismo, no sentido de se reproduzir ante aos olhos dos diferentes segmentos da sociedade como um aparato de serviços básico e ambiência controlados. Desse modo, desvelar ‘como se dá a apropriação dos espaços de uso coletivo por moradores de condomínios habitacionais’, além de prestar um esclarecimento sociológico quanto às novas formas sociabilidades, que se formam a partir desse novo modo de morar, atende também o requisito atual da avaliação de políticas públicas habitacionais que, na cidade de Pelotas-RS, ganhou destaque através da adoção em grande escala do Programa de Arrendamento Residencial – PAR. O trabalho analisa a relação dos moradores com as características dos espaços abertos e de uso comum, produzidos no interior de um condomínio habitacional e, também, como se processa a relação entre os condôminos, focalizando com destaque o uso e a apropriação desses espaços. O condomínio estudado - Condomínio Residencial Querência - tornou-se objeto de análise, tendo em vista não só sua configuração como habitação de interesse social, mas também por apresentar características diversas das procedentes nos demais condomínios habitacionais congêneres. O conjunto é formado por duas fitas de sobrados geminados, com uma rua de acesso ao estacionamento de veículos e pátio de fundo das unidades habitacionais. Estes formam uma área condominial, separada da via pública principal, através da utilização de cercas de tela, sendo que a rua interna é visível e acessível do exterior por um portão. Como o acesso principal ocorre por rua pública, essa tipologia foi chamada de “rua aberta”. As cercas de tela também estão presentes entre cada pátio de fundos. As unidades também são acessadas pelas vias públicas para as quais abrem sua porta principal. Evidencia-se como premissa nesse estudo de caso o uso de dados e informações provenientes, tanto do emprego de técnicas de pesquisa adotadas pela Metodologia Pós-Ocupação, que trabalha simultaneamente com a avaliação dos moradores, como também por aquelas pertinentes às Ciências Sociais. Que tipos de sociabilidades prevalecem na realização da vida condominial? Que conflitos surgem da tipologia empregada? Há satisfação numa proposta em que “todo mundo sabe de todo mundo”? A onvivência “sem privacidade” já era um modo de vida dos moradores? São algumas das questões que se apresentam, quando se verifica que o modo de organização condominial, voltada à habitação, passa a estar presente também na vida das camadas sociais de menor poder aquisitivo, como uma extensão de outras relações prevalecentes no cotidiano da vida social individual e coletiva. Os resultados demonstram que, na apuração dos diferentes modos como o tema condomínio habitacional é tratado, em trabalhos e pesquisas acadêmicas, ficam evidentes as complexidades desse mundo social que se firma como alternativa de moradia e estilo de vida: a condominização de boa parte da vida social.
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SILVA, Vivian
As escritoras de grafite de Porto Alegre: um estudo
sobre as possibilidades de formação de identidade
através dessa arte
Resumo: Esta dissertação tem como objetivo analisar a formação de identidade social das
grafiteiras de Porto Alegre. Estas escritoras de rua imprimem nos muros uma prática
de construção de identidade, como mulheres conquistando espaço em um território
até então predominantemente masculino - o “mundo” do grafite e do hip hop. É
possível perceber o grafite como um elemento de expressão sócio-cultural cada vez
mais difundido nas paredes da metrópole. Ao andar pelas ruas da cidade percebe-se
que as meninas envolvidas possuem semelhanças em suas peças de vestuário e
gírias; identificam-se através de elementos audiovisuais em suas vivencias
cotidianas. Os dados desta pesquisa constituem-se em fontes orais, através de
entrevistas semi-estruturadas, que, após sua transcrição são analisadas através da
análise de conteúdo. A técnica de entrevista é utilizada, para manter conversações
com o público alvo sobre um leque de tópicos que possibilitem chegar aos
elementos construtivos das identidades dessas jovens. São utilizados autores das
Ciências Sociais como Erving Goffman, Manuel Castells, Stuart Hall que refletem
sobre a noção de identidade.
Palavras-chave: Identidade. Grafite. Movimento hip hop. Grafiteira.
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