Após muitas pesquisas e a defesa de sua tese e divulgação do seu trabalho em substâncias magnéticas e magnetimo, Marie Curie necessitava de um assunto para que pudesse pesquisar e iniciar a seu trabalho de doutorado.
As estranhas emanações observadas por Becquerel lhe pareceram bastante intrigantes a ponto de iniciar seus estudos. Inicialmente parecia que seu trabalho seria apenas observacional, medindo e anotando dados das substâncias examinadas.
Já havia sido observado que o urânio ioniza o ar. Por isso ela preparou uma rudimentar câmara de ionização para que, com duas placas metálicas, pudesse medir o tempo dessa ionização. Testou da mesma forma para diversas substâncias diferentes.
- 17 FEV. 1898
- Mme. Curie coloca em sua câmara de condensação a substância Uranita (minério utilizado para extrair o Urânio) que produzia uma corrente mais forte que aquela apenas produzida pelo urânio. "confusão"
- 18 FEV. 1898
- Novos testes com outras substancias e nova aferição com a Uranita, e a mesma constatação.
- 24 FEV. 1898
- Análise com o minério esquinita, que contém tório, mas não o urânio, também é mais ativo que o urânio.
Concluiram que os "raios" que Becquerel denominava "Urânicos" não são simplesmente uma anomalia do urânio, fazem parte de algum tipo de fenômeno mais geral, que requer designação e explicação.
- 12 de Abril de 1898
- os membros da Academia de Ciências ouviram um relatório escriot por Marie Curie sobre "Raios emitidos pelos compostos de urânio e tório". Como Marie não perticia a Academia quem lei foi Gabriel Lippmman, professor e defensor de Marie.
- Por volta de 25 JULHO
- Com tratamentos químicos Mme. Curie e Pierre conseguem separar produtos que são até 300 vezes mais ativos que o urânio puro. Os experimentos realizados sugerem que a Uranita continha não apenas um mais dois elementos desconhecidos altamente ativos: um acompanhava o bismuto (polônio - polonium), na decomposição da Uranita; o outro acompanhava o Bário (Rádio).
Concentraram-se primeiro no que acompanhava o Bismuto.
- Trecho do relatório dos Curie sobre a descoberta do novo elemento:
" Não encontramos, uma maneira de separar a substância do Bismuto". A incapacidade de identificar linhas espectrais (por processo químico no qual se compara a tonalidade da cor do material estudado com os materiais já conhecidos na época) para seu produto, "não era favorável à idéia da existência de um novo metal". "Mas obtivemos uma substância 400 vezes mais ativa que o Urânio" e não encontraram nada comparável entre os elementos conhecidos.
Através destes resultados eles pediam que este elemento viesse a ser chamado de Polonium, em homenagem ao país de origem de um deles. Neste relatório também houve a introdução de uma palavra nova dentro das pesquisas: Radioatividade.
- DEZEMBRO de 1898
- Iniciam as pesquisas com o Bário, fazem novas separações e chegaram a uma substância 900 vezes mias ativa. Desta vez linhas espectrais indicavam um novo elemento.
Faltava apenas uma tarefa: isolar o elemento como prova definitiva de sua existência, assim como atribuir seu peso atômico. Acontece que Marie não sabia o quão minúscula era a proporção de Rádio no Bário (menos de 0,001%).
Início de 1899
- Começa a tarefa de Isolar o Rádio.
Foi dado aos Curie, para o tratamento e isolamento de Rádio, um cavernoso hangar, que servia como sala de dissecação para os estudantes do curso de medicina.
- "um abrigo de madeira, com telhado de vidro que não impedia a entrada da chuva, e sem quaisquer instalações internas. Os únicos objetos que continham eram algumas mesas de pinho, um fogão de ferro fundido que funcionava mal e o quadro negro que Pierre adorava usar. Não havia quaisquer chaminés para dar vazão aos gases venenosos provocados pelos nossos tratamentos químicos, de modo que era preciso fazê-los do lado de fora, no pátio; mas, quando o tempo era desfavorável, continuávamos a fazê-lo do lado de dentro, deixando as janelas abertas."
A extração se fez de dez toneladas de resíduo de Uranita cheia de agulhas de pinheiro. O trabalho de separação era difícil, pois tinha de se trabalhar com até 20kg de material, mexendo com um pesado bastão de ferro, além de não ter muitos ajudantes.
Após inúmeras precipitações constatou-se uma inesperada propriedade dos "novos metais", eles tinham uma espontânea luminosidade.
Apesar deles terem obtido resultados corretos, serem extremamente meticulosos e não se precipitarem em divulgar seus resultados, os Curie cometeram um erro ao pensarem (e nada em suas observações os levava a crer ao contrário) que a radiação parecia violar a primeira lei da termodinâmica, pois aparentemente os elementos radioativos não sofriam nenhuma vairação de forma, peso ou diminuição de energia.
Quem definitivamente explicou a origem da estranha emanação ou radioatividade foi uma equipe inglesa liderada por Ernest Rutherford em 1902, ao intregar um relatório definitivo sobre a chamada "transmutação" (decaimento atômico).
Apesar da persistência de Marie e Pierre em acreditar em suas teorias da emanação da energia, as explicações apresantadas por Rutherford da "transmutação" foram aceitas por eles antes mesmo da apresentação deste relatório.
- Julho de 1902
- Após três anos de muito trabalho e sofrimento devido as dores nas articulações, rachaduras e feridas nas mão e um aborto sofrido por Marie, finalmente ela conseguiu isolar um décimo de grama de rádio puro obtido de dez toneladas de minério. Este resultado, como Marie previu, foi o que faltava para comprovar a existência de seus materiais, colocando-os na tabela periódica de Medeleiev com seu número e peso atómico.
- 1903
- Marie, Pierre e Becquerel recebem o prêmio Nobel de Física, por seu trabalho com a raioatividade. Infelizmente, embora esperado, nenhum dos dois se sentia muito bem para comparecer à cerimônia devido a problemas de saúde (causados pelas grandes quantidades de radiação a que eram expostos) e a um estranho sentimento que tinham com relação a prêmios e outras honrarias (apesar de Marie estar orgulhosa de seu desempenho, de ser a primeira mulher a receber um prêmio Nobel e de ter obtido fama mundial como cientista).
- 1904
- Nascia a filha Éve, e Pierre finalmente foi nomeado professor da Sorbone, onde tinha um laboratório mais bem equipado e Marie era paga com sua assistente-chefe. Um depois, foi eleito para a Academia de Ciências.
- O Rádio, a grande descoberta de Marie, tornava-se fomoso, tanto por ser um elemento novo e misterioso, como por uma de suas propriedades a de brilhar no escuro. Com isto os pedidos surgiam de todos os lados e o seu valor crescia vertiginosamente.
- 19 de abril de 1906
- Em um dia muito chuvoso, ao entardecer, enquanto Pierre ia destraidamente em direção à Universidade, foi atropelado por um pesado carroção ao atravessar a rua, sendo esmagado pelas rodas do veículo.
- Marie ficou arrasada com a morte de Pierre e escreveu-lhe cartas de amor enquanto seu corpo era velado em casa. Como uma espécie de fuga voltou ao trabalho em um mês. Aceitou o emprego que era de Pierre e foi a primeira mulher a dar cursos na Sorbone.
- 1908
- Marie foi nomeada professora efetivamente na Sorbone, sendo a primeira mulher a obter esta função.
- 1911
- Marie recebe outra grande honra, o prêmio Nobel de Química, concedido unicamente a ela, por ter produzido rádio puro. Com isto ela se torna a primeira pessoa na história a receber dois prêmios Nobeis.
- 1912
- Ela ganhou um laboratório especiamente construído pelo Instituto Pasteur.
- 1914
- O Instituto de Rádio da Universidade de Paris estava pronto. No mesmo ano, começou a I Guerra Mundial, onde Marie empenhou-se totalmente no esforço de guerra. Arrecadou fundos e instalou equipamentos de raio X em hospitais e em veículos especiais.
- 1918
- Marie se tornou diretora do Instituto de Ráido de Paris. Irène trabalhava com ela estudando as partículas alfa emitidas pelo polônio. O Instituto era agora um centro mundial de estudos de raiação, física e química.
- 1920
- Com 52 anos de idade, Marie com a ajuda de outra Marie (Marie Meloney, uma jornalista americana) melhorou sua imagem e começou a fazer um circuito de palestras e viagens para arrecadar fundos para o Instituto do Rádio pelos Estados Unidos. Apesar da audição e da visão estarem fracas (além de sua saúde) ela conseguiu cumprir parte do seu ciclo de viagens.
- 1922
- Finalmente foi eleita para a Academia Francesa de Medicina.
- Marie continuour supervisionando o trabalho no laboratório em Paris. Em diversas viagens esteve inclusive no Brasil. Operou os olhos de catarate e foi cuidada pela filha Éve. Pioneira na pesquisa da radioatividade, primeira mulher cientista que adiquiriu fama mundial, ficou esposta aos efeitos da radiação por mais da metade da vida, sofrendo seus danos.
- 4 de julho de 1934
- Morreu em Sancellemoz, Suiça, Marrie Sklodowska Curie.