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Diálogo Sobre os Dois Maiores Sistemas do Mundo


Com a eleição do papa Urbano VIII (Maffeo Barberini), que era amigo de Galileu, este obteve a permissão para escrever um livro imparcial comparando as antigas e as novas teorias astronômicas: O Diálogo sobre os dois maiores sistemas do mundo.

Este é um dos mais importantes livros científicos. Ele contesta os ensinamentos de que havia dois conjuntos de leis naturais, um para o firmamento e outro para a Terra.

Galileu propunha que a Terra e os seres humanos não estavam separados do cosmos. A Terra era um planeta, parte do sistema solar, que fazia parte de um Universo ainda maior. Os seres humanos e tudo o que existia na Terra estavam sujeitos a leis naturais que a física e a matemática podiam descrever. Quer se tratasse de uma bola atirada para o alto, ou de um planeta que orbitava o Sol, aplicavam-se as mesmas leis e a ciência oferecia uma explicação. O livro também continha avanços em muitas outras áreas da física.

Naquele tempo, a maioria dos livros era escrita em latim, mas Galileu escreveu o Diálogo em italian o, pois queria que todos lessem e entendessem sua obra.

O Diálogo foi, de início, aprovado pelas autoridades da Igreja. Depois de publicado, foi saudado por homens da ciência e filósofos da Europa como uma obra-prima.

Mas logo ficou evidente que o livro não era tão imparcial. Galileu concluía que as evidências científicas apoiavam o sistema heliocêntrico de Copérnico. Isso significava que grande parte do conhecimento científico aceito na época - baseado nos ensinamentos de Aristóteles e dos amigos - devia estar errada.

Após seu julgamento pela Inquisição, foi ordenado que o Diálogo fosse queimado.

(Parker, S. Galileu e o Universo)



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