Acervo
O Museu de História Natural Carlos Ritter possui um acervo considerável e diversificado, que permanece em constante exposição. Atua como plataforma de divulgação científica para a comunidade de Pelotas e região. Seu material ilustrativo é uma forte ferramenta de aprendizado, para os interessados em adquirir um pouco mais de conhecimento a respeito da biodiversidade local. As escolas de Pelotas e de cidades vizinhas realizam visitas ao Museu utilizando o material em exibição como informação complementar às aulas ministradas aos seus alunos.
* Coleção Entomológica
Há cento e uma caixas entomológicas
e um total de cerca de 4500 animais pertencentes às diversas ordens
da Classe Insecta:
- Coleópteros (Ordem Coleoptera), conhecidos
por cascudos, besouros, joaninhas, vaga-lumes, gorgulhos, entre outros;
há em
torno de 2000 coleópteros em exposição.
- Borboletas e mariposas (Ordem Lepidoptera) com cerca
de 1200 representantes.
- Barbeiros, percevejos e baratas-d'água (Ordem
Hemiptera) estão em terceiro lugar em quantidade de animais expostos,
tendo
mais ou menos 700 destes.
- Cigarras (Ordem Homoptera)
- Abelhas, formigas e vespas (Ordem Hymenoptera)
- Moscas e mosquitos (Ordem Diptera)
- Gafanhotos, grilos e cachorrinhos-da-terra (Ordem
Orthoptera)
- Baratas (Ordem Blattodea)
- Formigas-leão (Ordem Neuroptera)
- Lacrainhas (Ordem Dermaptera)
- Bichos-pau (Ordem Phasmida)
- Libélulas (Ordem Odonata).
Além dos insetos, também são expostos alguns sinais de suas atividades, como um tronco atacado pelo coleóptero conhecido por broca-de-figueira (Acrocinus longimanus) e ninhos de vespa.
* Mosaicos Entomológicos
Também estão expostos três mosaicos formados por centenas de insetos que harmonicamente distribuídos, formam o desenho de fachadas de prédios históricos de Pelotas e de brasões, de autoria do próprio Carlos Ritter.
* Coleção Ictiológica
A coleção de peixes em exposição no Museu não é muito ampla. Consiste de cerca de dez exemplares da nossa região conservados em álcool, além de um cavalo-marinho e uma piranha (Serrasalmus sp) desidratados e estruturas dentárias de peixes-serra (Pristis sp).
* Coleção Herpetológica
Esta coleção consiste em uma série de répteis conservados de diversas maneiras. Há três couros de jacaré-do-papo-amarelo (Caimam latirostris) e dois de sucuri (Eunectes murinus). Dentre os répteis taxidermizados há três jacarés, sendo que um deles é da espécie Paleosuchus palpebrosus, um lagarto (Tupinambis merianae), um cágado-espinhoso (Acantochelys spixii) e uma espécie de tartaruga-marinha (Chelonia mydas).
* Coleção Ornitológica
A coleção de aves taxidermizadas é a segunda mais numerosa e talvez a que mais encante os visitantes do Museu, dada a beleza das aves e a perfeição nos processos de taxidermia. Há mais ou menos 550 aves, nativas ou não, em exposição, representantes das várias ordens da Classe.
- Ordem Passeriformes: são representadas por
cerca de 130 peças. Ex: Bem-te-vi, Canário-da- terra, João-de-barro,
entre outros.
- Ordem Falconiformes - falcões, gaviões
e urubus - são em número de 65
- Ordem Apodiformes - beija-flores (cerca de
60)
- Ordem Piciformes - pica-paus e tucanos
- Ordem Anseriformes - patos, marrecos, cisnes e a
tarrã ou tachã
- Ordem Charadriiforme - saracuras, gaivotas e o quero-quero
- Ordem Ciconiformes - garças, socós,
colhereiros, flamingos e cegonhas
- Ordem Psittaciformes - papagaios e araras
- Ordem Columbiformes - pombas
- Ordem Strigiformes - corujas
- Ordem Tinamiiformes - perdigões e codornas
- Ordem Caprimulgiformes - bacuraus ou urutaus
- Ordem Podicepodiformes - mergulhões
- Ordem Cuculiformes - anus
- Ordem Coraciiformes - martins-pescadores
- Ordem Galliformes - galinhas e a jacutinga
- Ordem Spheniciformes - pingüins
- Ordem Rheiformes - ema
- Ordem Pelecaniformes - biguás
O Museu possui ainda três
aves taxidermizadas individualmente em belíssimos quadros afixados
às suas paredes: uma garça-moura (Ardea cocoi); um
flamingo (Phoenicopterus ruber) e uma garça-branca-grande
(Ardea alba).
Um ovo de ema (Rhea americana)
e outro de emu (Dromiceius sp) junto às aves, além
de ninhos de joão-de-barro (Furnarius rufus).
* Coleção Mastozoológica
Os mamíferos também são bem representados no acervo do Museu Carlos Ritter, tendo 40 peças taxidermizadas:
* Coleção Paleontológica
O material fóssil em exposição no Museu está restrito a apenas um exemplar de peixe (ictiólito) do Período Cretáceo, da Chapada do Araripe, Formação Santana. O restante do novo acervo paleontológico encontra-se no laboratório de Zoologia e Paleontologia do IB/UFPel, em estágio de armazenamento, identificação e catalogação. Deste acervo de fósseis, destacam-se recentes aquisições por permuta com o Museu de Paleontologia da UFRGS, como o esqueleto pós-craniano incompleto de dicinodonte, um vertebrado extinto do triássico do Rio Grande do Sul. Ainda podemos listar os seguintes exemplares fósseis*:
Mesosaurus tenuidens ( pequeno parareptilídeo do Permiano);
Rhacolepis buccalis (peixe ósseo do Cretáceo da Formação Santana);
Galeocerdo cuvier (dente fóssil de tubarão tigre da Formação Chuí);
Cordaites sp. (vegetal fóssil do Permiano Inferior);
Placa osteodérmica de um tecondonte do triássico médio do RS;
Casca de ovos de dinosauros da Bacia de Aix Provence Rousset, França;
Esponja Marinha do Jurássico Superior de Beuron, Alemanha;
Concha fragmentada de amonita de Aselfingen, Alemanha;
Placas pedunculares de crinóides do carbonífero inferior de Nevada, EUA;
Vértebra de peixe ósseo da Formação Chuí, RS;
Placas osteodérmicas de gliptodonte da Formação Chuí, RS;
Falange ungueal de edentado da Formação Chuí, RS;
Molar de mastodonte da Formação Chuí, RS;
Dente incisivo inferior de Toxodon sp. Formação Chuí, RS;
* Coleção Osteológica
A mais nova coleção em exibição no Museu Carlos Ritter consiste em uma série de esqueletos de animais presentes em nossa região. Todas as peças osteológicas em exposição trazem junto a si uma classificação sistemática do animal em questão, além de cartazes explicativos sobre a anatomia e as modificações e adaptações cranianas e pós-cranianas que permitem que o animal exerça seu papel no ecossistema.
São cerca de 25 peças osteológicas dos diferentes grupos de vertebrados: há peixes ósseos (Classe Osteichthyes); anfíbios (Classe Amphibia); répteis (Classe Reptilia), representados por um crânio de jacaré-do-papo-amarelo e esqueletos completos de lagartos e serpentes; aves (Classe Aves), desde pequenos pássaros como o garibaldi (Agelaius ruficapillus) até aves de grande porte como o albatroz (Diomedea exulans); e mamíferos (Classe Mammalia) roedores e lagomorfos, carnívoros, morcegos e marsupiais.
Além disso podem ser vistas no Museu algumas peças interessantes como chifres de veados e cornos de touro, maxilas de tubarão, presas de elefante e um crânio de camelo, entre outros.
* Novas exposições
As atividades do Museu Carlos Ritter para o ano de 2004 incluem ainda exposições temporárias de zoologia, micologia e anatomia.
Ao mesmo tempo em que novas coleções
são formuladas, as coleções pré-existentes
serão reavaliadas e restauradas pelo Laboratório de Zoologia
e Paleontologia do IB/UFPel (segundo cronograma de atividades do Promuseu/FAPERGS),
visando o maior dinamismo entre o público visitante e o material
em exposição, permitindo que um real aprendizado seja fornecido
aqueles que comparecerem às instalações do Museu de
História Natural Carlos Ritter.